quinta-feira, 30 de junho de 2011

FALCATRUAS - Inequívoca vocação

ALEPA – Ex-mulher compromete Mário Couto

Depois da descoberta das falcatruas de Daura Irene Xavier Hage, que comandava as tramóias na comissão de licitação do Palácio Cabanagem quando ele era presidente da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, nada mais comprometedor para o senador Mário Couto (PSDB/PA) (foto) que a denúncia feita ao Blog do Barata. A denúncia envolve diretamente Zandra Maria Lisboa Couto, ex-mulher do senador tucano e cuja súbita evolução patrimonial, sem nenhuma explicação capaz de justificá-la, sugere que sirva, ou pelo menos já tenha servido, de laranja para o ex-marido e para a filha do casal, Cilene Lisboa Couto Marques, eleita deputada estadual pelo PSDB, nas eleições de 2010. Diante das evidências nesse sentido, soa inevitável a suspeita de enriquecimento ilícito de Mário e Cilene Couto.
Para quem sempre exibiu um perfil opaco, sem deixar entrevista maior qualificação intelectual, Zandra Maria Lisboa Couto protagonizou um surpreendente e colossal milagre da multiplicação e acumulou, até aqui, um respeitável patrimônio em imóveis. Em um único leilão promovido em 2008 pelo Banpará, o Banco do Estado do Pará, por exemplo, ela arrematou quatro apartamentos, todos no edifício Antônio Marques, na rua Arcipreste Manoel Teodoro, 329, no bairro de Batista Campos, um dos metros quadrados mais caros do mercado imobiliário de Belém. O prédio tem piscina e salão de festas e no leilão Zandra arrematou os apartamentos de número 104, 803, 1103 e 1302. Ela ainda tem um outro apartamento, o de nº 303, no mesmo edifício. As suspeitas de que Zandra seja testa-de-ferro do ex-marido e da filha foram anabolizadas quando, na sua declaração de bens ao TRE, o Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Pará, Cilene Lisboa Couto Marques incluiu os apartamentos de número 104, 803 e 1302 no edifício Antônio Marques, arrematados pela mãe em 2008, no leilão promovido pelo Banpará.
O patrimônio em imóveis da ex-mulher de Mário Couto inclui também um apartamento no edifício Domus, na avenida Conselheiro Furtado, quase esquina com a avenida Alcindo Cacela, bairro da Cremação. A este imóvel se soma outro, um apartamento no edifício Rio Madeira, na rua dos Tupinanbás, no bairro do Jurunas, além de outro apartamento, na travessa Apinagés, em Batista Campos, um dos bairros nobres de Belém. Mas o arraso, mesmo, no leque de imóveis que compõem o patrimônio de Zandra, é o luxuoso apartamento que adquiriu no edifício Simil, na rua Arcipreste Manoel Teodoro, entre as travessas Padre Eutíquio e São Pedro, bairro de Batista Campos. O prédio é constituído por um único apartamento por andar e fica muito próximo do shopping Pátio Belém, o sucedâneo do shopping Iguatemi.

ALEPA – O luxuoso apartamento de Zandra

É difícil, mas muito difícil, dificílimo, mesmo, explicar como Zandra Maria Lisboa Couto, sem exercer uma atividade efetivamente rentável, conseguiu amealhar um patrimônio em imóveis tão expressivo como o que exibe. Mais inusitado ainda é ela ser a proprietária de um apartamento tão luxuoso como o que adquiriu no edifício Simil. O prédio tem um apartamento por andar, com 280 metros quadrados e três suítes (semelhante ao da foto, embora com mobiliário distinto).
A descrição de um apartamento à venda no Simel, por corretores de imóveis, é ilustrativo do luxo do edifício. Um apartamento no edifício, tal qual o de Zandra, é assim descrito:

Um por andar, 280 M², 3 suítes, sala estar/jantar com sacada, gabinete, lavabo, ampla copa, cozinha, despensa, área de serviço, DCE (departamento completo de empregada), duas vagas de garagem. Lindos armários novíssimos da marca Bom Tempo em todo o apartamento:

- Sala de jantar com parede toda em painel decorativo em madeira e espelhos.

- Ampla sala de estar com sacada (ficarão belíssimos móveis: sofá, duas poltronas, aparador, cortinas).

- Gabinete com home-theater e bancada para computador com acesso à sacada.

- Lavabo.

- Copa com home-theater e armários para bebedouro e bancada com armários inferiores.

- Cozinha com armários inferiores e superiores (ficarão o cooktop, coifa, geladeira e forno).

- Area de serviço com armários e bancada com cuba e tanque em inox.

- Dependência de empregada completa com armários e banheiro com box em vidro temperado e bancada com cuba sobreposta.

- Primeira suíte com armários com portas de correr espelhadas e sapateira, bancada para TV e computador com armários inferiores e prateleiras (ficarão split e cortinas). Lindo toilette com azulejos decorados, bancada com armários inferiores, cuba sobreposta e espelho, box em blindex.

- Segunda suíte com armários com portas de correr espelhadas (ficarão split e cortinas). Toilette com bancada com cuba sobreposta, armários inferiores e espelho, box em blindex.

- Suíte Master com Closet com portas de correr espelhadas e Home-Theater (ficarão split e cortinas). Belo toilette com parede trabalhada em textura, bancada com cuba sobreposta e armários inferiores, box em blindex.

- Hall de serviço privativo (por ser 1 por andar) com armários e espaço para animais.

- Localização: Bairro Batista Campos, um dos mais nobres bairros de Belém, pertíssimo do Shopping Pátio Belém, praça Batista Campos, melhores colégios, bancos, farmácias, super-mercados, etc.

ALEPA – Avaliação do patrimônio

Dois corretores de imóvel, consultados pelo Blog do Barata, ofereceram uma avaliação preliminar dos imóveis em nome de Zandra Maria Lisboa Couto, a ex-mulher de Mário Couto e mãe de Cilene Lisboa Couto Marques, a filha do senador tucano, eleita deputada estadual pelo PSDB nas eleições de 2010. Sem o vasto leque de informações necessárias para tanto, eles optaram por balizar seus trabalhos pelos preços de venda do mercado imobiliário de Belém. “Não é uma avaliação perfeita, pois necessitaríamos de alguns elementos, tais como: metragem das unidades, padrão de acabamento, número de quartos ou suítes, vagas de garagem, equipamentos condominiais, elevadores, etc.”, assinala um dos corretores ouvidos pelo blog.
Mesmo assim, acentuaram ambos os corretores de imóveis, é possível fazer uma projeção sobre o valor de cada um dos imóveis em nome de Zandra Maria Lisboa Couto. “Considerando que todos os prédios estão localizados em área nobre de Belém, dotadas dos equipamentos urbanos e comunitários que facilitam a vida das pessoas que residem nestas áreas, é possível a avaliação”, acrescenta outro dos corretores consultados. Assim, os dois corretores apresentam uma avaliação média, sem superestimar ou subestimar o preço, de mercado, de cada um dos imóveis.

ALEPA – Quanto valem os imóveis

Em seguida, a relação dos imóveis em nome de Zandra Maria Lisboa Couto, a ex-mulher do senador tucano Mário Couto e mãe de Cilene Lisboa Couto Marques (foto), eleita para a Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, nas eleições de 2010. Do elenco de apartamentos originalmente em nome de Zandra, três figuram na declaração de bens apresentada por Cilene Lisboa Couto Marques à Justiça Eleitoral, em 2010.
Segue a relação dos bens imóveis originalmente em nome de Zandra Maria Lisboa Couto, a ex-mulher dos sonhos de qualquer homem divorciado. Sem nenhuma fonte de renda capaz de justificar o patrimônio que exibe, é inevitável a ilação de que ela se preste a laranja do ex-marido e da filha.

 
Cinco apartamentos no edifício Antônio Marques, em Batista Campos - Apartamentos que variam do 1º ao 13º andar. Em uma avaliação média, cada um deles valeria R$ 200.000,00.

Apartamento no edifício Domus, na Cremação - Se apartamento de três quartos, R$ 300.000,00. Se apartamento de dois quartos, R$ 220.000,00.

Apartamento no edifício Rio Madeira, em Batista Campos – No prédio, segundo informações obtidas, os apartamentos são de dois quartos, com a unidade cotada a R$ 200.000,00.

Apartamento localizado na travessa Apinagés, em Batista Campos – Se o prédio for dotado de elevadores e garagem, o apartamento é cotado a R$ 200.000,00.

Apartamento no edifício Simil, em Batista Campos - Considerando apenas a descrição da unidade e sua excelente localização, o apartamento é avaliado entre R$ 840.000,00 e R$ 980.000,00.

ALEPA – O inexplicável patrimônio de Cilene

Por osmose, possivelmente, também a filha do senador Mário Couto, Cilene Lisboa Couto Marques, parece igualmente capaz de protagonizar o milagre da multiplicação, tal qual a mãe, Zandra Maria Lisboa Couto. Apesar de formada em administração de empresas, ela exibe um currículo pífio e só ganhou visibilidade na esteira da ascensão política do pai, o senador tucano Mário Couto, um ex-bicheiro casca-grossa, de parcos escrúpulos, que a tucanalha tornou presidente da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, ao mandar os pudores éticos às favas. Além de um vasto elenco de imóveis, ela ainda se dá ao luxo de exibir um Toyota RAV4 (foto), um carro de luxo.
Na Alepa, Cilene aboletou-se no cargo de auditora chefe, a despeito do óbvio conflito de interesses. Ela permaneceu como auditora chefe por quase oito anos, só desembarcando do cargo em 2010, compelida pela legislação eleitoral, para poder sair candidata a deputada estadual pelo PSDB. De sua passagem pelo Palácio Cabanagem restaram apenas e tão-somente as lembranças de uma servidora omissa diante de suas responsabilidades, mas de uma arrogância levada ao paroxismo, resvalando frequentemente para o mais execrável desrespeito em relação aos subordinados e/ou aqueles a quem, de alguma forma, julgava socialmente subalternos.
A despeito da colossal mediocridade revelada, a hoje deputada tucana apresentou uma alentada declaração de bens, cuja única explicação possível é a rentável militância do pai na contravenção, como um dos principais banqueiros do jogo do bicho no Pará.
A declaração de bens que Cilene Lisboa Couto Marques apresentou à Justiça Eleitoral, reproduzida abaixo, inclui:

Veículo automotor terrestre - Caminhão, automóvel, moto, etc. - Um veiculo marca Toyota, Rav4, adquirido de Toyobelr, por R$ 110.000,00.

Apartamento - Apartamento 902, no edifício Porto Belo, na travessa Apinagés, nº 808, em Belém, adquirido de Edilce Coutinho Leal, cotado em R$ 70.000,00.

Apartamento - Um apartamento, nº 1504, tipo B, no edifício Regente Park, na avenida Roberto Camelier, nº 390, em Belém, em nome dos filhos, Juliana e Danilo, cotado a R$ 68.200,00.

Apartamento – Apartamento de nº 1302, no edifício Apart Mix Antônio Marques, na rua Arcipreste Manoel Teodoro, nº 329, em Belém, avaliado em R$ 65.000,00. (O imóvel foi arrematado em leilão do Banpará pela mãe de Cilene, Zandra Maria Lisboa Couto, ex-mulher de Mário Couto.)

Apartamento - Apartamento nº 1302, no edifício Apart Mix Antônio Marques, na rua Arcipreste Manoel Teodoro, nº 329, em Belém, avaliado em R$ 65.000,00. (O imóvel foi arrematado em leilão do Banpará pela mãe de Cilene, Zandra Maria Lisboa Couto, ex-mulher de Mário Couto.)

Apartamento - Apartamento nº 104, tipo A, no edifício Apart Mix Antônio Marques, na rua Arcipreste Manoel Teodoro, nº 329, em Belém, adquirido de Cedlene Costa Nunes, avaliado em R$ 65.000,00. (O imóvel foi arrematado em leilão do Banpará pela mãe de Cilene, Zandra Maria Lisboa Couto, ex-mulher de Mário Couto.)

Apartamento – Apartamento nº 803, tipo B, no edifício Apart Mix Antônio Marques, rua Arcipreste Manoel Teodoro, nº 329, em Belém, adquirido de Terezinha de Jesus Carvalho, cotado em R$ 65.000,00.

Apartamento - Apartamento nº102, no edifício Barão de Mauá, na travessa Apinagés, nº 398, em Belém, em nome dos filhos Juliana e Danilo Marques, avaliado em R$ 50.000,00.

Saldo bancário - Depósito bancário, em conta corrente no país, com saldo bancário no valor de R$ 30.000,00.

ALEPA – Flexa e a solidariedade dos iguais

Como os iguais se reconhecem, não surpreendeu a eloqüente manifestação do senador Fernando Flexa Ribeiro (PSDB/PA) (foto, de camisa amarela e algemado) em defesa do também senador Mário Couto (PSDB/PA), um ex-bicheiro, arrogante e truculento, suspeito de patrocinar uma avalancha de falcatruas quando presidente da Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, de 2003 a 2007. Um empresário falido, que tomou gosto pela política como caixa de campanha do PSDB no Pará, Flexa Ribeiro chegou ao Senado como suplente do prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, legitimando seu status de senador – até então sem voto - nas eleições de 2010, quando foi o mais votado na disputa por duas vagas. Ele foi preso e algemado pela Polícia Federal, na esteira da Operação Pororoca, acusado de fazer parte de uma quadrilha, formada por empresários e políticos acusados de montar um esquema para fraudar licitações para grandes obras realizadas no Amapá.
O pretexto para a solidariedade de Flexa Ribeiro foi a iniciativa do presidente do PT, Rui Falcão, que juntamente com a bancada petista do Pará, formada por quatro deputados federais - encaminhou à Procuradoria Geral da República (PGR) pedido de instauração de inquérito para instalação de ação junto ao STF, o Supremo Tribunal Federal, contra Mário Couto.
Na versão de Flexa Ribeiro, não há indícios contra Mário Couto, já que o próprio Ministério Público Estadual, que investiga o assunto, não encaminhou representação contra o parlamentar. Conferindo uma relevância a Mario Couto que não encontra equivalência em fatos, Flexa Ribeiro vociferou que o PT pretenderia "calar a voz" de Mário Couto porque este, em seus discursos no Senado, tece críticas ao Partido dos Trabalhadores e ao governo de Dilma Rousseff. Mas segundo a edição desta quinta-feira, 30, de O Liberal, Mário Couto e Domingos Juvenil, que sucedeu o senador tucano como presidente da Alepa, deverão ser alvo de ação civil pública por improbidade administrativa, na esteira das fraudes na folha de pagamento e em licitações.

ALEPA – O lobby da impunidade

A manifestação do senador Fernando Flexa Ribeiro certamente faz parte do lobby da impunidade, deflagrada pelo próprio Mário Couto, o Senador Tapioca, em um patético pronunciamento feito no Senado, condimentado com chantagem, blefe, ameaças veladas e tentativa de intimidação. Em suas investigações sobre falcatruas na Alepa, os promotores de Justiça detectaram fortes indícios de fraude na folha de pagamento e nas licitações. As investigações evidenciaram a associação das fraudes nas licitações com o hoje senador tucano, durante a administração de Couto como presidente da Alepa.
Uma das escandalosas passagens do esquema de corrupção que floresceu no Palácio Cabanagem envolve uma empresa, favorecida acintosamente, apesar de só produzir farinha de tapioca, um imbróglio que ficou conhecido como Tapiocouto. Desde então, Mário Couto ficou também conhecido como Senador Tapioca. Apesar disso, desde que desembarcou em Brasília, Mário Couto desempenha, pateticamente canastão, o papel de vestal, que decididamente não combina com sua vida pregressa.

ALEPA – A casa cai. Mas ainda falta Naná

Em sua edição desta quinta-feira, 30, O Liberal, o jornal do grupo de comunicação da família Maiorana, traz como manchete a revelação que foram fraudadas todas as licitações – isso mesmo, todas!!! - promovidas na gestão de Domingos Juvenil como presidente da Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará. “Licitações com 100% de fraudes”, assinala a manchete do jornal, em manchete de três linhas, ao comentar as irregularidades rastreadas pelos promotores de Justiça encarregados de investigar as tramóias – passadas ou em curso.
Inusitadamente, a matéria que serviu de manchete para o jornal não menciona Maria de Nazaré Rodrigues Nogueira, a Naná, do quadro de procuradores da Alepa e que presidiu a comissão de licitação do Palácio Cabanagem nos quatro anos da gestão do ex-deputado Domingos Juvenil como presidente da Assembléia Legislativa. Ex-mulher do jornalista Walter Guimarães, colunista de amenidades do Diário do Pará, o jornal do grupo de comunicação da família do ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará, ela vive um affaire, já cunhado de “amor bandido”, com Jorge Moisés Caddah confessadamente envolvido nas falcatruas da folha de pagamento da Alepa. Técnico de informática e célebre por seduzir mulheres outonais, ele já cumpriu prisão por 90 dias, devido fraudes eleitorais. A pedido do deputado Parsifal Pontes, líder do PMDB, ele não só continua como servidor do Palácio Cabanagem, como ainda permanece no cargo de diretor de informática, apesar de seus pouco recomendáveis antecedentes. A despeito de sua vida pregressa, Caddah é amigo pessoal de Parsifal Pontes, do qual foi secretário, quando o parlamentar era prefeito de Tucuruí. Em versão não confirmada, também teria intercedido junto ao deputado tucano Manoel Pioneiro, atual presidente da Alepa, a deputada Simone Morgado, 1ª secretária da Assembléia Legislativa e cuja ascensão política é atribuída a um suposto caso com Jader Barbalho.

ALEPA – Ministério Público inocenta Megale

Líder do PSDB na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, o deputado Zé Megale (foto) não teve seu nome envolvido em nenhuma das denúncias de falcatruas no Palácio Cabanagem, investigadas pelo Ministério Público Estadual. Segundo a assessoria do parlamentar, isso foi o que assegurou o próprio promotor de Justiça Nelson Medrado, da Promotoria de Improbidade Administrativa, que recebeu Megale em audiência na segunda-feira, 27. Embora não fosse nominado pelo parlamentar tucano, o deputado teve seu nome associado às falcatruas da Alepa, quando o senador Mário Couto alegou que sequer assinara um cheque supostamente comprometedor, insinuando, sub-repticiamente, que qualquer eventual ilegalidade seria de responsabilidade de Megale. Este, recorde-se, foi vice-presidente da Alepa, durante o mandato de Couto como presidente.
Na audiência, por ele solicitada, Megale salientou que, quando vice-presidente, assinou atos respaldados pelos pareceres técnicos de servidores do Palácio Cabanagem, acentuando que há documentos que podem ser assinados somente pelo presidente e seu substituto, outros pelo conjunto da mesa diretora, integrada por sete deputados, e ainda pelo primeiro secretário e presidente. O líder do PSDB acentuou que assinou vários deles, entre atos administrativos e leis, sempre de boa-fé, porque em seu entendimento cumpria apenas uma rotina do cargo.
Megale também declarou que disponibiliza a quebra dos seus sigilos bancário, fiscal e eleitoral, para facilitar eventuais investigações. Assim como o sigilo dos coordenadores de campanha nos municípios nos quais obteve expressiva votação nas eleições de 2010, quando se reelegeu à Assembleia Legislativa. Na versão do parlamentar, o promotor Nelson Medrado revelou, na ocasião, não haver motivo para tanto, pois não havia nenhuma suspeita de falcatrua envolvendo Megale.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

QUADRILHA - Inscrições esgotadas

UNIMED – Ignomínia levada ao paroxismo

A ignomínia levada ao paroxismo, no rastro da mais execrável afronta aos mais basilares princípio de respeito à dignidade humana. Inexiste qualquer outra definição capaz de traduzir, com fidelidade aos fatos, a postura da Unimed Belém diante do drama de Odmar Barata Neto, o Baratinha, um engenheiro agrônomo de 49 anos, vítima de uma cruel e devastadora esclerose múltipla, assim diagnosticada em 1997 e que há sete anos o mantém preso ao leito. Sem que hoje consiga sequer sentar-se e se fazer entender pelos próprios pais, na noite de quinta-feira, 23, ele foi internado, com pneumonia, na Unidade de Terapia Semi-intensiva da Unimed Doca, da qual foi removido, à revelia dos pais, sem uma razão efetivamente convincente, para a UTI, a Unidade de Terapia Intensiva, do Hospital do Coração. O hospital não figurava dentre as opções preferenciais do pai de Baratinha, filho mais velho do médico Francisco Barata, com 71 anos, já aposentado e que fez carreira como oftalmologista, sendo reconhecido como um profissional de competência e probidade inquestionáveis. Francisco vem a ser o meu irmão mais velho, que como outro dos meus irmãos mais velho, Fernando Barata, com 66 anos e também médico, especializou-se em oftalmologia, a especialidade do nosso pai, o médico Odmar Rangel Barata, já falecido. Baratinha é o mais velho do meu vasto elenco de sobrinhos.
A justa indignação de Francisco deriva do ultrajante menosprezo revelado pela Unimed em relação às conveniências do paciente, definidas por quem, independentemente da condição de pai, que por si só lhe concede conhecimento de causa, tem qualificação profissional para fazê-lo, porque é médico e, pela própria experiência acumulada no exercício da profissão, ultrapassa os limites da sua especialidade. O agravante, no episódio, é que foi esquecida, desconhecida e sepultada como indigente, pela Unimed, uma cláusula pétrea das normas que balizam a remoção hospitalar, segundo a qual a transferência de paciente exige a presença do acompanhante. Não por acaso, ao cobrar uma justificativa para a remoção do filho à sua revelia, foi alegado a Francisco que Baratinha teria apresentado um quadro de taquicardia, algo possível no caso, mas incapaz de explicar a lambança. Trata-se de uma explicação que soa no mínimo graciosa e ofende a inteligência até de leigos, porque a providência mais imediata, em situações assim, é administrar uma medicação específica, que poderia ser um comprimido de Ancoron, por exemplo.

UNIMED – Exceção que confirma a regra

Francisco Barata, ao relatar o episódio, acentua a competência e seriedade da médica que atendeu Odmar Barata Neto, o Baratinha, quando este deu entrada na Unimed Doca, na noite de quinta-feira, 23, em estado de semiconsciência. Trata-se de Raimunda Dulcelina, que de imediato solicitou uma tomografia de tórax. O exame constatou uma pneumonia basal bilateral.
Pela experiência profissional, e particularmente pela experiência como auditor hospitalar do Ipamb, o Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém, Francisco tratou de definir as opções preferenciais para internar o filho. Um elenco de alternativas que não incluia o Hospital do Coração, embora reconhecendo as saudáveis mudanças neste registradas desde então. Por isso a indignação ao tomar conhecimento que, à sua revelia, o filho fora removido da Unimed Doca para o Hospital do Coração na manhã deste domingo, 26.

UNIMED – A apreensão da mãe, um drama à parte

O que permite mensurar a extensão da ignomínia perpetrada pela Unimed Belém, no episódio de Odmar Barata Neto, o Baratinha, é o sofrimento adicional cruelmente imposto à sua mãe, Shirlene Barata, mulher de Francisco Barata. De porte mignon, desde que foi submetida a uma delicada cirurgia de coração ela exibe uma saúde fragilizada, com o agravante de ser também septuagenária, tal qual o marido. Como Francisco, o pai do paciente, ela só veio tomar conhecimento da remoção do filho, da Unimed Doca para o Hospital do Coração, por uma de nossas primas, Lúcia Conde, a Lucinha, como é conhecida na família, também casada com um médico, Guilherme Conde. Com o marido, ela foi visitar Baratinha na Unimed Doca, onde foi informada que o paciente fora transferido para o Hospital do Coração. Não é difícil imaginar o sobressalto dos pais de Baratinha, diante da notícia. E particularmente da apreensão da sua mãe.
Com sondas nasal, oral e uretral, e ainda com febre, como parte da pneumonia, o quadro de Baratinha é obviamente grave, gravíssimo. O doloroso desfecho até aqui adiado pela comovente dedicação dos seus pais, parece aproximar-se. É uma questão de calendário. E ainda que racionalmente se possa desejar esse desfecho, para poupá-lo do caráter aviltante da esclerose múltipla, seria insensibilidade demais cogitar que Shirlene e Francisco, como pais, possam compartilhar dessa visão. Nessas circunstâncias, por parte dos pais, perdura incólume o compromisso em preservar a vida dos seus filhos. Como sentenciou Carlos Drummond de Andrade, ao sepultar a filha a quem tanto amava e a qual se juntou cerca de sete dias depois de enterrá-la, filhos não deveriam, jamais, morrer antes dos pais. Seguindo a lógica da vida, que o imponderável cruelmente subverte, o previsível, em princípio, é que os filhos sepultem os pais.

UNIMED – Mercantilização atropela a decência

Pelos laços de amor que nos atam, como irmãos que somos- o que se sobrepõe a eventuais divergências, que administramos com respeito mútuo -, acompanho o drama de Francisco Barata e da sua mulher, Shirlene Barata. Um drama suficientemente doloroso, diante do qual poderiam perfeitamente ser poupados do sofrimento adicional, imposto pela Unimed Belém, refém da mercantilização da medicina levada ao paroxismo, que a torna capaz de reduzir pessoas a condição de meras estatísticas e atropelar aquele mínimo de decência e respeito que merecem todos aqueles que, como clientes, pagam para obter seus serviços.
A torrente de dinheiro que a Unimed consome com a mídia tradicional pode até comprar o silêncio da grande imprensa do Pará, mas não conseguirá isentá-la das vozes das ruas, implacáveis porque repercutem as suas mazelas. Tanto mais porque essas mazelas penalizam aqueles que optaram pela Unimed, iludidas por acenos que, episódios como o aqui narrado, sugerem a execrável propaganda enganosa. Nem mesmo a competência e seriedade de profissionais como a médica Raimunda Dulcelina, que atendeu Odmar Barata Neto quando ele deu entrada na Unimed Doca, serão capazes de escamotear o desrespeito ao clientes.

UNIMED – Rumores de situação pré-falimentar

A dificuldade em contemplar as eventuais opções dos clientes, em matéria de internação hospitalar, acaba por reforçar os insistentes rumores de que a Unimed estaria em situação supostamente pré-falimentar. Segundo a versão nesse sentido, o suposto atraso no pagamento aos hospitais estaria fazendo estes limitarem o elenco de leitos destinados à Unimed.
O drama de Odmar Barata Neto, o Baratinha, e seus pais suscita ainda um colossal temor. Se a um filho de médico, reconhecido como um profissional competente e experiente, a Unimed é capaz de destinar um tratamento desrespeitoso, tal qual ocorreu, o que não serão capazes de fazer seus cooperados com a patuléia?

UFPA – Falta de transparência é questionada

A falta de transparência da administração do reitor Carlos Maneschy (foto, ao centro, de terno), ao impor ao conjunto de servidores da UFPA, a Universidade Federal do Pará, o fornecimento de material bruto de sangue, fezes e urina, para exames que sequer são detalhados e cujo custo e real necessidade são desconhecidos. Essa, em resumo, é a essência do questionamento feito pelo professor João Batista do Nascimento, da Faculdade de Matemática do ICEN, o Instituto de Ciências Exatas e Naturais da UFPA. Ele pretende sustar a iniciativa e nesse sentido despachou seu questionamento para o próprio professor Carlos Maneschy, com cópias para a presidente Dilma Rousseff; o ministro da Educação, Fernando Haddad; a ministra do Planejamento, Miriam Belchior; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal, João Cauby de Almeida Júnior; ao procurador e ao procurador substituto dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal; e também a Andes, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior.
No seu questionamento, Nascimento observa que a iniciativa é turbinada pelo poder de intimidação que fatalmente deriva do caráter coercitivo do Estado. “Isto no geral, sendo no caso brasileiro tudo mais aprofundado para pior”, acentua, cáustico. E afirma, enfático, que a iniciativa representa um desperdício de gastos públicos, seja pelo contingente de servidores mobilizados, seja pelos gastos com os exames eventualmente processados, quando um expressivo contingente de servidores pode disponibilizá-los por ter plano de saúde privado, cuja parte do custo é ressarcida pelo governo federal.

UFPA – A convocação da Progep

Segue abaixo a transcrição, na íntegra, da convocação da Progep, a Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal, também reproduzida pelo professor João Batista do Nascimento.

CONVOCAÇÃO DE EXAMES PERIÓDICOS DE SAÚDE DOS SERVIDORES

Prezado(a) Servidor(a),

Seguindo à Política de Atenção à Saúde do Servidor instituída no âmbito da Administração Pública Federal, a UFPA/PROGEP inicia os Exames Periódicos de Saúde de seus servidores a partir do dia 12/05/2011, com a finalidade de prevenir doenças, melhorar a qualidade de vida e estimular cuidados à saúde.
Os exames periódicos são compostos de: Avaliação Clínica, Exames Laboratoriais, Avaliação Oftalmológica para servidores(as) com mais de 45 anos; Mamografia para servidoras com mais de 50 anos e Preventivo de Câncer do Colo Uterino; PSA (Preventivo para Câncer de Próstata) para servidores com mais de 50 anos. Os servidores expostos a outros riscos à saúde nos ambientes de trabalho serão submetidos a exames e avaliações complementares a critério da Coordenadoria de Vigilância à Saúde do Servidor - CVSS.
Fique atento para a sua convocação que será feira por Unidade
Administrativa/Acadêmica, de acordo com o cronograma disponível no site da PROGEP.
Após convocação, o servidor deverá confirmar sua participação no EXAME PERIÓDICO, acessando o SIAPENET no endereço www.siapenet.gov.br .
Para qualquer esclarecimento, entre em contato com a CVSS (Unidade de Referência SIASS/UFPA) pelos emails: siass@ufpa.br / omcf@ufpa.br ou ramais 8307/7541.

Belém, 11 de maio de 2011.
Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal

Fonte:

www.progep.ufpa.br/comunica_materias/2011/comunica222.html, acesso .

jun/2011

TRÂNSITO – Semáforos: itinerário do caos

Internauta que se apresenta como Ruy Silva e se declara leitor do blog, corrobora a denúncia de João Roberto, sobre o sucateamento dos semáforos de Belém. Ruy relata a falta de manutenção dos semáforos e até a respeito da ausência de preocupação com a visibilidade deles. E lamenta a indiferença da administração do prefeito Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu. “Enviei e-mail para a prefeitura e não recebi nenhuma resposta”, conta, no comentário que em seguida transcrevo.

“Olá, Augusto,

“Sou um leitor assíduo do seu blog e quero parabenizá-lo pela postura honesta e crítica em suas matérias jornalísticas. Aproveito para denunciar o abandono de alguns semáforos da nossa cidade. Os pedestres e condutores todos os dias são expostos ao risco de acidentes devido ao desleixo da Prefeitura de Belém, que abandonou vários serviços. Na rua João Alfredo com a avenida Portugal, o semáforo está com a posição alterada para o lado direito, dificultando a visão do pedestre que está atravessando da Praça do Relógio em direção ao Comércio. Na avenida Pedro Alvares Cabral com a rua D. Pedro I, o semáforo não tem tempo para o pedestre; existe uma faixa de pedestre, só que não existe o tempo para este. Que loucura! Na avenida Assis de Vasconcelos os semáforos estão escondidos entre os galhos das árvores. Enviei e-mail para a prefeitura e não recebi nenhuma resposta.
“Amigo se os semáforos estivessem em boas condições, em parte o caos do trânsito seria menor!

“Abraços,

“Ruy Silva”

TCM – Zeca Araújo patrocina farra de viagens

Advogado, que foi também deputado estadual pelo extinto PDS e depois pelo PMDB, Aloisio Augusto Lopes Chaves, O Lula Chaves, filho do ex-governador Aloysio Chaves, já falecido, decididamente não é homem de perder tempo com pudores éticos. Quando presidente do TCM, o Tribunal de Contas dos Municípios, do qual é conselheiro, ele foi um expoente do nepotismo, destinando cerca de 20 cargos para parentes, contraparentes e afins.
Com o nepotismo formalmente banido pelo STF, o Supremo Tribunal Federal, a despeito de frequentemente burlado na forma do nepotismo cruzado, o TCM não dormiu no ponto e mantém a fama de Palácio das Sinecuras. E do dinheiro fácil. E dinheiro fácil, como sabem até as pedras desta terra, é a praia de Lula Chaves.
Autorizado pelo atual presidente do TCM, o ex-deputado tucano José Carlos Araújo, o Zeca Araújo (foto, à esq., com o governador Simão Jatene), sempre pródigo quando se trata de pilhagem ao erário, Lula Chaves foi despachado para São Paulo, juntamente com Tânia do Socorro Brito Resende, chefe de divisão do TCM, onde permaneceram de 8 a 11 de junho, embolsando ambos quatro diárias, a pretexto de uma tal de “visita técnica” ao TCM de São Paulo.
A jornada de Lula Chaves e Tânia Resende deve ter sido para lá de extenuante. Tão extenuante que teve início em uma quarta-feira, 8, e se estendeu até sábado, 11.
Exibindo a profundidade intelectual de um livro de auto-ajuda, mas exímio na arte de somar e subtrair, Zeca Araújo, sem dúvida, é um homem generoso. Com o dinheiro alheio, é claro! E o contribuinte, comovido, agradece!!!

SEDUC – Diretora fecha escola para a comunidade

Como a mediocridade não enxerga nada além de si mesma, a escumalha tucana que tomou de assalto a Seduc, a Secretaria de Estado de Cultura, não se cansa de se superar, em matéria de estultícias. O que não surpreende, em se tratando de um secretário do jaez de Nilson Pinto (foto), o Nilsinho, o deputado federal tucano, que tem como alter ego quem só se distingue de uma anta pelo brilho de inteligência no olhar. Da anta, naturalmente.
Segundo denúncia feita ao blog, a nova diretora da Escola Magalhães Barata, localizada no bairro do Telégrafo, simplesmente resolveu fechar as portas do colégio para a comunidade. Ao assim fazer, abortou uma rica experiência, que consistia na escola abrir as suas portas nas tardes de sábado para os jovens da comunidade, que se divertiam na quadra de esportes, jogando futebol de salão. Uma bem-sucedida experiência em outros Estados, ao utilizar o esporte como anteparo entre os jovens e a delinqüência, que remonta à época do segundo mandato do ex-governador Almir Gabriel. Em outros Estados a experiência ganhou o nome de Escola de Portas Abertas.
A confirmar.

TCE – Uma farsa institucionalizada

Qual, afinal, a utilidade do TCE, o Tribunal de Contas do Estado do Pará, além de servir de valhacouto de políticos inescrupulosos e abrigo para os ineptos que por isso dependem de sinecuras, burlando a legislação mediando o recurso ao nepotismo cruzado.
Cumprir suas finalidades institucionais, sabe-se agora, o TCE não cumpre. Como ilustram as tramóias da Alepa, a Assembléia Legislativa do Estado do Pará, que retroagem há pelo menos 12 anos, segundo sinalizam as investigações do MPE, o Ministério Público Estadual, sem que o TCE, inusitadamente, tenha se dado contas delas.
Se não consegue rastrear falcatruas na folha de pagamento, ainda que escancaradas tal qual se deu na Alepa, nem apurar a burla grosseira a lei, como a cessão de servidor temporário à margem da lei, como no caso da mulher do ex-deputado Joaquim Passarinho Pinto de Souza Porto, Nádia Khaled Porto – ilegalmente cedida para o TCM, o Tribunal de Contas dos Municípios do Pará -, para que serve, afinal, o TCE?
Pobre contribuinte, obrigado a pagar a conta do ócio remunerado dos meliantes engravatados!

sábado, 25 de junho de 2011

ALEPA– A urnatrina e o colapso do decoro

ALEPA – A leniência de Pioneiro

Depõe contra a instituição, cuja parca credibilidade foi esfarinhada, e a liturgia do seu próprio cargo a postura do deputado tucano Manoel Pioneiro (foto, à dir., com o governador Simão Jatene, no centro), o novo presidente da Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, diante das revelações sobre falcatruas registradas no Palácio Cabanagem. Soa ao mais acintoso escárnio a indiferença do parlamentar em relação às responsabilidades que lhe cabem e da recalcitrância em deflagrar uma faxina ética, na esteira das investigações promovidas pelo MPE, o Ministério Público Estadual. Pioneiro parece mais ansioso em usufruir das benesses do cargo, sem nenhum compromisso com a transparência capaz de resgatar a austeridade que as circunstâncias sugerem.
Nada mais emblemático da leniência do novo presidente da Alepa diante das fraudes historicamente promovidas pela máfia legislativa, que a permanência, nos seus respectivos cargos, dos comissionados envolvidos nas falcatruas rastreadas pelos promotores de Justiça. Até onde se sabe, ele sequer defenestrou Jorge Moisés Caddah, diretor de informática da Alepa, um profissional que não tem currículo, mas prontuário, e assumiu abertamente, ao MPE, operacionalizar as fraudes na folha de pagamento da Alepa ocorridas na gestão do ex-deputado Domingos Juvenil, do PMDB, como presidente da Assembleia Legislativa. Caddah, diga-se, foi exonerado tão logo Pioneiro tornou-se presidente da Alepa, mas voltou a ser nomeado, pelo próprio deputado tucano, a pedido do líder do PMDB, o deputado Parsifal Pontes. Após a prisão provisória de Caddah, a pedido do MPE, Pioneiro pretendeu, enfim, defenestrá-lo, mas teria voltado atrás, supostamente por interferência da deputada peemedebista Simone Morgado, 1ª secretária da Alepa e cuja ascensão política é associada a um suposto affaire com o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará.
Pioneiro, ao que parece, está determinado a mandar os escrúpulos às favas. Ele manteve contratos cujos termos permanecem desconhecidos, reforçando as suspeitas de que tenham sido celebrados em termos danosos para o erário, como no caso dos tíquetes refeição. Ou apenas migrou de um fornecedor para outro, como se deu em relação às cestas básicas. Em ambos os casos, ele perdura afrontando a opinião pública, ao se negar a imprimir a indispensável transparência, cuja ausência pavimenta o caminho que conduz a pilhagem ao erário. Recentemente, o Diário do Pará – o jornal do grupo de comunicação da família do ex-governador Jader Barbalho, o líder inconteste do PMDB, hoje aliado ao PSDB do governador Simão Jatene – denunciou que Pioneiro havia celebrado um contrato com uma empresa proibida de negociar com a administração pública estadual.

ALEPA – Vozes das ruas expressam indignação

Por isso, certamente, o desabafo de internauta anônimo, que acaba por traduzir a indignação expressa pelas vozes das ruas. Após citar Rosana Barleta, Sandro Rogério e Daura Hage, “servidores efetivos atolados até o pescoço na lama da corrupção da Assembleia Legislativa”, recordando que os três “já foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público”, o internauta, indignado, cobra: “Cadê os processos administrativos disciplinares? Cadê a exoneração de Rosana Barleta do cargo comissionado de diretora do Departamento Financeiro?”
Em seu comentário, permeado por inocultável indignação, o anônimo cita o jurista Censo Antônio Bandeira de Mello, ao observar que cargos em comissão são de livre nomeação e a exoneração é ad nutum, “ou seja, não há necessidade de motivação”. “Nenhuma das providências acima foram adotadas pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Manoel Pioneiro, que quer vender à sociedade uma imagem de gestor sério, honesto e zeloso do erário”, dispara, para arrematar, em tom inequivocamente cáustico: “Esperteza de Manoel Pioneiro, que acredita ser possível enganar os paraenses com sua pseuda e falsa postura de seriedade na administração da Assembleia Legislativa.”

ALEPA – No rastro de Cilene e Mário Couto

Diante das falcatruas mapeadas pelos promotores de Justiça que investigam as fraudes no Palácio Cabanagem, e mais especificamente pela pilhagem ao erário promovida por Daura Hage, as evidências fatalmente comprometem o senador Mário Couto e sua filha, a hoje deputada Cilene Lisboa Couto Marques (foto), ambos do PSDB.
Daura Hage, recorde-se, orquestrava as licitações fraudulentas, obviamente coonestada pelo diretor financeiro da Alepa, Sérgio Duboc, hoje foragido da Justiça e homem de confiança de Mário Couto, o ex-bicheiro que na época era o presidente da Assembleia Legislativa e cuja administração, como tal, se estendeu de 2003 a 2007.
De 2003 a 2010, atravessando no cargo as gestões do próprio pai, Mário Couto, e do ex-deputado Domingos Juvenil, do PMDB, como presidente da Alepa, Cilene Lisboa Couto Marques permaneceu como auditora chefe do Palácio Cabanagem. Cargo no qual foi substituída por um dos irmãos, quando viu-se compelida a pedir exoneração, já em 2010, por imposição da legislação eleitoral, para sair candidata a deputada estadual.
Se no período foi levado ao paroxismo o assalto ao cofre da Alepa, como sinalizam as investigações do Ministério Público Estadual, não há como dissociar pai e filha das falcatruas. Mário Couto como presumível mandante e Cilene Lisboa Couto Marques como cúmplice, pelo próprio cargo de auditora chefe, e possível beneficiária, como candidata à Alepa.
Imaginá-los isento de responsabilidades, nesse escândalo, equivale a imaginar ser possível encontrar virgem em prostíbulo.

ALEPA – Os laços de Daura com Júnior Hage

Surpreendente é que ainda não tenham sido rastreados os vínculos de Daura Hage com o deputado estadual José Alfredo Silva Hage Júnior, o Júnior Hage (foto), do PR, atual secretário estadual de Trabalho, Emprego e Renda.
Daura é prima do ex-deputado Alfredo Hage, já falecido, do qual é viúva a ex-deputada Rosa Hage, conselheira e ex-presidente do TCM, o Tribunal de Contas dos Municípios do Pará.
Para além do parentesco, Daura sempre cultivou laços políticos com os Hage. Por isso soa inusitado que Rosa e Júnior Hage não figurem como eventuais beneficiários da autonomia com a qual se movimentava Daura Hage na gestão de Mário Couto como presidente da Alepa.
Os Hage, convém lembrar, cultivam um ética de conveniência. Por isso, por exemplo, quando Júnior Hage postulou uma sinecura no TCE, o Tribunal de Contas do Estado do Pará, na condição de conselheiro, Rosa Hage adentrou no proscênio, em defesa da aspiração do filho, desprovida de maiores pudores éticos. Então presidente do TCM, o Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, ela chegou acenar com a possibilidade de renunciar ao cargo e sair de cena, a fim de abrir uma vaga, a ser barganhada, em troca da indicação de Júnior Hage para conselheiro do TCE. A barganha não prosperou, mas de qualquer forma o deputado do PR tornou-se secretário de Estado, com todas as pompas e circunstâncias que tanto preza.

ALEPA – As suspeitas licitações de Juvenil

A expectativa, no momento, é sobre o que deverá emergir quando o Ministério Público Estadual se debruçar sobre as licitações promovidas durante a gestão do ex-deputado peemedebista Domingos Juvenil como presidente da Alepa. Pela voracidade que exibiu, na pilhagem ao erário, é difícil crer que o Matusalém de Altamira tenha sido parcimonioso, no quesito licitações.
Durante a gestão de Juvenil, a comissão de licitação foi presidida por Maria de Nazaré Rodrigues Nogueira, a Naná (foto, à esq.), do quadro de procuradores da Alepa, célebres por tornarem letra morta o redutor constitucional, segundo fontes do próprio MPE. Naná, recorde-se, é ex-mulher do jornalista Walter Guimarães, colunista de amenidades do Diário do Pará, o jornal do grupo de comunicação da família do ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará.
Uma prévia das possíveis tramóias de Naná, à frente da comissão de licitação da Alepa, já emergiu, como evidencia a entrevista concedida a O Liberal pelo promotor de Justiça Nelson Medrado, publicada na edição deste sábado, 25, do principal jornal do grupo de comunicação da família Maiorana. Ela não é citada, mas as irregularidades reveladas permitem a ilação de que só poderiam ser consumadas se coonestadas pela presidente da comissão de licitação.
Se confirmadas essas suspeitas, isso possivelmente explica o porquê do cerco, atribuído a Naná, em torno da mulher do procurador de Justiça Nelson Medrado, Maria do Perpétuo Socorro Medrado, servidora da Alepa, da qual foi defenestrada em 1996 e agora reincorporada, por decisão do STF, o Supremo Tribunal Federal. “A Naná está visivelmente empenhada em aproximar-se da esposa do doutor Nelson, a despeito do visível desconforto que a situação provoca na doutora Socorro”, conta um servidor do Palácio Cabanagem, obviamente protegido pelo sigilo da fonte, por temer retaliações da máfia legislativa.

ALEPA – Jorge Caddah, o amor bandido

Maria de Nazaré Rodrigues Nogueira, a Naná, separou-se do jornalista Walter Guimarães, cujo prestigio pavimentou sua ascensão social e profissional, e desde então vive um affaire com Jorge Moisés Caddah (foto), o seu amor bandido, um técnico de informática que não tem currículo, mas prontuário, e até prisão de 90 dias já cumpriu, por fraude eleitoral. A pedido do MPE à Justiça, recentemente ele cumpriu prisão provisória por cinco dias e assumiu, perante o Ministério Público Estadual, ter operacionalizado as fraudes na folha de pagamento da Alepa. Na ocasião, diretamente subordinado a Domingos Juvenil, presidente da Assembleia Legislativa, ele comandou um centro de processamento de dados paralelo ao oficial.
Na época a chefe da Seção da Folha de Pagamento era Mônica Alexandra da Costa Pinto, uma alpinista social que ganhou notoriedade por comandar um esquema de fraudes em escala jamais vista no Palácio Cabanagem. Quando o escândalo – primeiramente denunciado pelo Blog do Barata – tornou-se, enfim, do domínio público, ela foi exonerada. Ao se sentir acuada, tratou de ficar como beneficiária da delação premiada, colaborando com o MPE nas investigações sobre as falcatruas no Palácio Cabanagem.
Aos promotores de Justiça pelos quais foi interrogado, Caddah alegou que participou das fraudes na esteira de uma paixão represada por Mônica Alexandra da Costa Pinto, da qual teria sido um dos ficantes, o neologismo que designa o eventual parceiro no chamado sexo casual.

ALEPA – O inusitado silêncio sobre Carmona

Também surpreendeu, até aqui, o silêncio dos promotores de Justiça que investigam as fraudes no Palácio Cabanagem sobre Martinho Carmona (foto, brindando com a então governadora petista Ana Júlia Carepa), o deputado, então no PSDB, que também presidiu a Alepa, de 1999 a 2003. Ex-PSDB, ex-PDT, hoje PMDB, ele é também pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular, cuja disseminação no Pará coincide com a prosperidade do parlamentar, que tornou-se empresário.
No início das investigações, o promotor de Justiça Agnaldo Azevedo chegou a declarar, aos jornalistas, que a apuração das falcatruas no Palácio Cabanagem fatalmente passaria pelo indiciamento de Domingos Juvenil, Mário Couto e Martinho Carmona. Por isso soa inusitado, agora, o silêncio em torno de Carmona. “A impressão é de que o doutor Agnaldo amarelou”, arrisca uma fonte, protegida pelo off, argumentando que o promotor de Justiça, por estar lotado em Paragominas, seria permeável a pressões, como ser ameaçado de ser despachado de volta para o interior e ficar distante da família. Isso explicaria, na ilação dessa fonte, o porquê de Azevedo ter baixado o tom, em suas declarações.
Essa mesma fonte vai muito mais além em suas ilações. Ela vê com desconfiança a indicação do ex-procurador-geral de Justiça, Geraldo Rocha, para coordenar o Geproc, o Grupo Especial de Prevenção e Repressão às Organizações Criminosas do MPE, o Ministério Público Estadual. “O doutor Geraldo Rocha, tanto quanto seu sucessor como procurador-geral de Justiça (Antônio Eduardo Barleta de Almeida) são extremamente conservadores, comprometidos com o status quo e, por isso, ambos certamente têm rabo preso”, assinala. “Não é difícil imaginar que, embora discretamente, conspirem contra as investigações”, acrescenta.

ALEPA – A omissão sobre o novo escândalo

Também depõe contra o novo presidente da Alepa, o deputado tucano Manoel Pioneiro, a sua omissão diante do escândalo que representou o imbróglio envolvendo a jovem advogada Ana Mayra Leite (foto), a servidora comissionada, que permaneceu recebendo regularmente seus vencimentos, embora desde 2010 em Portugal, onde cursa o mestrado na Universidade de Lisboa. Lotada no gabinete da deputada peemedebista Simone Morgado, 1ª secretária da Alepa, durante todo o período em que embolsou indevidamente seus vencimentos, embora a uma distância oceânica do Palácio Cabanagem, Ana Mayra teve sua suposta presença atestada mensalmente.
A tramóia, denunciada com exclusividade pelo Blog do Barata, compromete irremediavelmente Simone Morgado, cuja ascensão política é atribuída a um suposto affaire com o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará. Principalmente se confirmada a versão de acordo com a qual a suposta presença de Ana Mayra Leite era atestada mensalmente mediante ofício subscrito por Simone Morgado. De resto, o imbróglio desgasta o próprio PMDB, do qual são militantes históricos os pais de Ana Mayra, Márcia e José Leite, ambos servidores da Alepa, todos dois lotados na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, embora nos últimos anos José Leite, que é advogado, não tenha sido visto no Palácio Cabanagem, que voltou a freqüentar no rastro do imbróglio envolvendo sua filha.

ALEPA – As implicações da tramóia

Sob a condição de só falar em off, advogado consultado a respeito das implicações do imbróglio, é incisivo ao declarar que, do ponto de vista estritamente legal, o pedido de exoneração de Ana Mayra, feito só após a denúncia do Blog do Barata, não livra a jovem advogada de responder por improbidade e a deputada Simone Morgado (foto, ao lado de Domingos Juvenil, em um comício) por quebra de decoro parlamentar. Para tanto basta que o Ministério Público Estadual, que já solicitou informações à Alepa, confirme que a jovem advogada embolsou seus vencimentos sem trabalhar, tal qual ocorreu.
Depreende-se, do exposto pelo advogado, que o pedido de exoneração em verdade equivale a uma confissão do ilícito, da pilhagem ao erário. Infere-se que a exoneração, mesmo a pedido, não impede a instauração de procedimento administrativo pelo MPE e a conseqüente propositura de ação de improbidade contra Ana Mayra Leite. E a instauração de procedimento, pela Comissão de Ética da Alepa, para apurar a quebra de decoro parlamentar por Simone Morgado. A nobre deputada também deverá ser processada por improbidade administrativa, acrescenta a fonte do blog, raciocinando do ponto de vista estritamente legal, repita-se.

Postagem indisponível

Em resposta a um pedido legal recebido pelo Google, removemos esta postagem. Se desejar, leia mais sobre a solicitação em LumenDatabase.org.

TRÂNSITO – Semáforos põem vidas em risco

João Roberto, internauta que diariamente deixa o filho em um curso de vestibular na travessa 14 de abril, próximo da avenida Gentil Bittencourt, denuncia ao blog o perigo a que ficam expostos os motoristas diante do semáforo naquele cruzamento, cujo verde, de tão esmaecido, é confundido com o amarelo. Principalmente o que fica à esquerda, de quem trafega pela Gentil. O mesmo se dá, relata ainda João Roberto, com o semáforo que oriente os motoristas que trafegam pela 14 de Abril, no cruzamento com a Gentil. O problema perdura desde algum tempo, sob a indiferença das autoridades competentes, a despeito de colocar vidas em risco.
“Por mais de três vezes já presenciei carros, ônibus e motos parando, quase provocando acidentes, ao confundir o verde com o amarelo, de atenção”, conta João Roberto. “Ou seja, as pessoas param no verde pensando que é o amarelo”, sublinha, apelando à CTBel, a Companhia de Transportes do Município de Belém, para dar uma solução para o problema, antes que a inépcia administrativa do prefeito Duciomar Costa, o nefasto Dudu, acabe por ceifar novas vidas.

Y.YAMADA PLAZA – Pouco caso com a segurança

Como ilustra a foto ao lado, os Yamada seguem imbatíveis no seu proverbial desapreço pelo conforto e segurança dos seus clientes do Y.Yamada Plaza.
O corredor que conduz aos caixas eletrônicos, localizados em uma área livre da sobreloja e que passa ao lado da área do restaurante PommeDOr, foi entulhado de velocípides e carros a estes assemelhados. O que obviamente reduziu a área de circulação, sujeitando as pessoas, sobretudos idosos, a um tropeção involuntário e/ou uma eventual queda, de conseqüências imprevisíveis, principalmente para aqueles que já atingiram a terceira idade.
Nada mais emblemático do menosprezo dos Yamada pelo consumidor que a manutenção do próprio Y.Yamada Plaza, hoje repleto de goteiras, que se revelam a uma chuva um pouco mais intensa que o habitual. Pelo tempo que perdura o problema, não há como minimizar o descaso.

MEMÓRIA – O descaso doloso do nefasto Dudu


Além de já ter contra si os desvarios de Paulo Chaves, o ladrão da história, o Pará também enfrenta o predador da memória histórica do Estado, o prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, cuja criminosa inércia se reflete no abandono ao qual ficou relegado o Palacete Bolonha, como ilustram as fotos acima. Além de ser um autêntico serial killer da população carente, na qual se sucedem as mortes provocadas pelo sucateamento da saúde pública municipal, o nefasto também trata com inocultável menosprezo os legados históricos que a todos nós, paraenses, pertence.
Em verdade, o nefasto Dudu, o falsário do passado que tornou-se o farsante dos dias atuais, vem a ser a versão 1,99 de Paulo Chaves, novamente feito secretário estadual de Cultura. Chaves, o PC da tucanalha, recorde-se, já sepultou um chafariz da Praça da República, transformou literalmente em pó o centenário muro do Forte do Castelo – que pelo tempo decorrido já estava incorporado a edificação, ainda que originalmente dela não fizesse parte – e, por fim, deixou sumir graciosamente um muiraquitã branco de jadeíta, de 50 milímetros, 42 gramas, de origem tapajônica e com idade aproximada de 2,5 mil anos.
Pobre Pará!